Terça-feira, 16 de Junho de 2009

"Miss" Celophane...

... se ao menos eu soubesse cantar...

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

I'm in the mood for... (5)

And with the early dawn
Moving right along
I couldn't buy an eyeful of sleep
And in the aching night under satellites
I was not receivedBuilt with stolen parts
A telephone in my heart
Someone get me a priest
To put my mind to bed
This ringing in my head
Is this a cure or is this a disease

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live

And in the after birth
On the quiet earth
Let the stains remind you
You thought you made a man
You better think again
Before my role defines you

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live

And in your waiting hands
I will land
And roll out of my skin
And in your final hours
I will stand
Ready to begin

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live


"Show me how to live", by Audioslave

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

É só um desabafo... nada de especial!



Há muitos dias que não escrevo. As palavras amontuam-se no mais básico de mim, mas sempre que tento deixá-las fluir, sinto-me cansada e sem vontade. Gostaria de fugir de mim. Sei-me em mutação. Tenho medo daquilo que irá ficar quando este interminável processo de auto-destruição cesse. Todos mudamos. Faz parte de ser humano deixar que as horas nos moldem até àquilo que seremos no último dia das nossas vidas. Olho para trás e vejo o quanto mudei. É um processo que nunca pára. Ainda agora, sentada em frente do computador, sinto os pedaços básicos da minha alma a caírem como pele velha. Não sei se algum dia me irei reconstruir. Provavelmente não. Falta-me a esperança e acima de tudo, a vontade.

Falta qualquer coisa. Gostaria de poder apontar claramente o que me inibe de sentir a vida, mas sinceramente não sei. Fechei as portas e aos poucos vou fechando as janelas. A minha falta de capacidade para a artificialidade torna-me capaz de a ver com facilidade nos outros. A verdade é que ninguém se interessa. Vivemos numa constante parada de egocentrismo. São poucas as pessoas que realmente ouvem o que dizemos, e menos ainda aquelas que de facto se interessam. Talvez seja uma forma um pouco cínica de olhar quem nos rodeia, mas a solidão e o desprezo oferecem a capacidade de ver para além do convencional. Como se por detrás de cada acção fosse perfeitamente visível o gatilho. Experimentem ver. Aqueles que não tem a coragem de admitir as suas próprias incapacidades, seja por negação ou vergonha, refugiam-se no faz de conta. A principal característica de se estar na chamada “mó de baixo” é que tudo parece perder o brilho, como se vivêssemos debaixo de água. O que parecia fundamental deixa de o ser e é nessa altura que certas verdades se revelam. Felizmente ou infelizmente sempre consegui ver as pessoas bem demais, aquilo que se esconde por detrás do tal faz de conta. Como se por debaixo de cada expressão existissem legendas explicativas do seu significado. Pois tenho uma pergunta a fazer... por que é a maioria das pessoas é incapaz de ser humilde? Quando é que sobressairmos em relação aos outros se tornou uma vitória? Existe de tudo um pouco, desde manipulações declaradas até às pequenas feridas infligidas pela calada. Tudo serve para provocar uma qualquer relação, inveja, tristeza, o que for. Afinal, para que necessitamos de realçar o emprego que temos, o ordenado que recebemos, os sítios onde vamos, as pessoas que conhecemos, os “amigos” fantásticos que temos daqueles que se conheceram no dia anterior? Custa-me a entender o porquê de assim ser. É como se existisse uma eterna competição não declarada em que só pode haver um vencedor. Infelizmente, neste aspecto tenho de admitir que as mulheres jogam sujo, talvez em função das inseguranças que fazem parte de qualquer mulher. Por exemplo, já repararam que a amiga que afirma que está gorda o faz sempre em frente da amiga claramente mais gorda? Ridículo...

As pessoas dizem que sou “misteriosa”, que o pouco que sabem sobre mim e a minha vida é tirado com saca rolhas. Lamento se não preencho esse requisito, mas para mim a linha sempre foi muito subjectiva entre o partilhar e o empolar. Reconheço que a minha vida não tem interesse, assim sendo o que é há de tão extraordinário para contar? A verdade é que ninguém se interessa mas toda a gente quer saber. Com a maioria das pessoas é o caminho ideal para a presunção. Um constante valorizar daquilo que no fundo é banal. Sou a favor da partilha e da liberdade, desde que nenhuma das duas interfira negativamente na vida dos outros. Mas mete-me nojo a tendência para minimizar os outros. O jogo de crianças da pirraça e do toma toma. Eu fiz e tu não... Eu fui e tu não... Eu conheço e tu não... Será assim tão mau confessar-se uma derrota? A eterna caixinha. Se fugirmos um bocadinho ao convencional é porque existe algo de seriamente errado connosco. Se não tivermos um emprego de topo, ganharmos bem e vivermos aos pares, somos praticamente um ET. Se for possível realizarmos tudo isso somos alvo de inveja, se só alcançarmos uma parte somos normais, se estivermos na estaca zero em qualquer uma destas metas somos uns vencidos. Bem, assim sendo, talvez eu seja uma vencida, mas se assim for, prefiro sê-lo a viver no faz de conta. Prefiro admitir o meu sofrimento do que esfregar na cara dos outros uma fantasia de felicidade alinhavada. Recuso a sentir-me bem na minha pele se isso só for possível pisando a pele dos outros... talvez seja idealismo parvo, mas prefiro ser um ET do que ter a presunção de que sou muito especial... pois sim!

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Apetece-me recordar... (11)

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

A Minha Dor

"A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.

Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...

A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!

Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ..."

Florbela Espanca

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

...

Este fim de semana fui ver estes senhores...



Numa palavra... fabulástico :D

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

I'm in the mood for... (4)

Although you think I cope
My head is filled with hope
Of some place other than here

Although you think I smile
Inside all the while
I'm wondering about my destiny

I'm thinking about
All the things
I'd like to do in my life

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope, from today

Even when you see me frown
My heart won't let me down
Because I know there's better things to come

And when life gets tough
I feel I've had enough
I hold on to a distant star

I'm thinking about
All the things
I'd like to do in my life

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope from today

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope from today

I'm a dreamer...


"Distant Dreamer", by Duffy