... because sometimes it´s good to be knotty :p
Before you go and
Leave this town
I want to see you one more time
Put your dirty angel face
Between my legs
And knicker lace
Fight me, try me
Kiss me like you like me
Twist it round again and again
I want to run away with you
Your caravan and rabbit stew
Don't buy me candyfloss or bears
Swarfega fingers, I want you there
Fight me, try me
Kiss me like you like me
Twist it round again and again
Ride me, try me
Kiss me like you like me
Twist it round again and again
Twist it round again and again
Fight me, try me
Kiss me like you like me
Twist it round again and again
Fight me, try me
Kiss me like you like me
Twist it round again and again
Twist it round again and again
Twist it round again and again
"Twist" by Goldfrapp
quarta-feira, 16 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
Já cá canta :D

... estes senhores estão cada vez melhores... com uma sonoridade ligeiramente diferente, arrisco-me a dizer que este é o seu melhor álbum ;)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
A essência de um grito

"A voz esconde-se no fundo da garganta como um prisioneiro em fuga. Se engolir em seco consigo senti-la atrás da língua, logo depois de uma gargalhada obscurecida por uma dor que o tempo cimentou.
Por detrás da minha voz está guardado um grito espinhoso há muito prometido mas infinitamente adiado. A boca sangra com a violência do animal enraivecido que a habita. O chicote de dor alimenta o meu grito, tornando-o indomável e imprevisível. Quero gritar, quero tirar de dentro de mim este cancro de mágoas que me come por dentro como uma infecção desconhecida. Quero que este universo de desejos incompreendidos e desilusões de mármore desapareçam com a pele que me cai.
Perdi a minha voz por entre as palavras que ofereci em vão. Agora sobrou uma espécie de gemido que ninguém ouve. Sinto crescer no peito e subir pela garganta todo o bolo amargo das injustiças e traições que alimentam a minha raiva e minam a minha confiança. Quero sacudir dos meus ossos todas as lembranças que por lá ficaram cravadas como despojos de um conflito que o tempo apagou. Mas o campo de batalha continua activo com uma guerra que há muito se perdeu. Cada inspiração ressuscita um soldado que se recusa a morrer sem que lhe expliquem por que viveu. Cada luta armada não é uma vitória mas sim um tormento sem fim à vista. Mas continuamos a lutar, mesmo que saibamos que há muito o nosso papel nesta guerra deixou de ter importância. As batidas cardíacas há muito que perderam a vitalidade de outrora. Fomos consumidos pelo nosso desejo de nos conquistarmos por inteiro… sem dúvidas… sem remorsos… segurar nas mãos o interior mais profundo que nos habita.
Caminhamos na direcção que o sol aponta, tentando encontrar-nos em cada esquina, livres da culpa de sermos quem nunca desejámos ser. Quero fazer as pazes com a pessoa que me olha quando me cruzo com um espelho… a mesma que se derrama e esconde por entre todas estas palavras sem sentido…
O fumo negro escurece a vista. Para trás ficaram apenas os terrenos queimados por paixões que arderam depressa demais. Amores que o tempo enterrou na memória, esperando que deles floresçam as sementes de uma vida nova. Segredos confessados sob tortura de um amor não correspondido. Deslumbramentos irresponsáveis e destruidores que nos levam à beira do precipício e nos coagem a saltar para o conforto vazio e punitivo de frases bonitas e sorrisos ensaiados.
Quero que o sangue escorra por entre cada inflexão do meu grito e se transforme em vida e esperança, enquanto o mundo renasce em frente dos meus olhos e o meu grito se dissolve por entre a bruma dos dias. Cada entoação de sofrimento e raiva será música que a brisa transportará para lá de qualquer pensamento. Sentirei o medo, a frustração e a indiferença desaparecerem por entre uma espera que aprenderei a suportar.
O corpo maltratado recuperará e a voz voltará a ser apenas minha. A garganta deixará de doer, as mãos deixarão de tremer e o peito deixará de se contorcer em agonia. O meu grito jazerá para sempre por entre túmulos de arrependimentos vãos e finalmente a minha alma poderá regressar, deslizar por debaixo da pele e aconchegar-me cada nervo. O calor regressará e o coração voltará a bater com a fúria e convicção que sempre possuiu. Cada alegria será um abraço pronto para reconstruir cada pedaço do meu corpo e, um dia, quando o renascimento doloroso e lento tiver finalmente terminado, a essência do meu grito elevar-se-á das profundas e levar-me-á pela mão, em direcção à paz de espírito… a única casa que sempre quis."
Por detrás da minha voz está guardado um grito espinhoso há muito prometido mas infinitamente adiado. A boca sangra com a violência do animal enraivecido que a habita. O chicote de dor alimenta o meu grito, tornando-o indomável e imprevisível. Quero gritar, quero tirar de dentro de mim este cancro de mágoas que me come por dentro como uma infecção desconhecida. Quero que este universo de desejos incompreendidos e desilusões de mármore desapareçam com a pele que me cai.
Perdi a minha voz por entre as palavras que ofereci em vão. Agora sobrou uma espécie de gemido que ninguém ouve. Sinto crescer no peito e subir pela garganta todo o bolo amargo das injustiças e traições que alimentam a minha raiva e minam a minha confiança. Quero sacudir dos meus ossos todas as lembranças que por lá ficaram cravadas como despojos de um conflito que o tempo apagou. Mas o campo de batalha continua activo com uma guerra que há muito se perdeu. Cada inspiração ressuscita um soldado que se recusa a morrer sem que lhe expliquem por que viveu. Cada luta armada não é uma vitória mas sim um tormento sem fim à vista. Mas continuamos a lutar, mesmo que saibamos que há muito o nosso papel nesta guerra deixou de ter importância. As batidas cardíacas há muito que perderam a vitalidade de outrora. Fomos consumidos pelo nosso desejo de nos conquistarmos por inteiro… sem dúvidas… sem remorsos… segurar nas mãos o interior mais profundo que nos habita.
Caminhamos na direcção que o sol aponta, tentando encontrar-nos em cada esquina, livres da culpa de sermos quem nunca desejámos ser. Quero fazer as pazes com a pessoa que me olha quando me cruzo com um espelho… a mesma que se derrama e esconde por entre todas estas palavras sem sentido…
O fumo negro escurece a vista. Para trás ficaram apenas os terrenos queimados por paixões que arderam depressa demais. Amores que o tempo enterrou na memória, esperando que deles floresçam as sementes de uma vida nova. Segredos confessados sob tortura de um amor não correspondido. Deslumbramentos irresponsáveis e destruidores que nos levam à beira do precipício e nos coagem a saltar para o conforto vazio e punitivo de frases bonitas e sorrisos ensaiados.
Quero que o sangue escorra por entre cada inflexão do meu grito e se transforme em vida e esperança, enquanto o mundo renasce em frente dos meus olhos e o meu grito se dissolve por entre a bruma dos dias. Cada entoação de sofrimento e raiva será música que a brisa transportará para lá de qualquer pensamento. Sentirei o medo, a frustração e a indiferença desaparecerem por entre uma espera que aprenderei a suportar.
O corpo maltratado recuperará e a voz voltará a ser apenas minha. A garganta deixará de doer, as mãos deixarão de tremer e o peito deixará de se contorcer em agonia. O meu grito jazerá para sempre por entre túmulos de arrependimentos vãos e finalmente a minha alma poderá regressar, deslizar por debaixo da pele e aconchegar-me cada nervo. O calor regressará e o coração voltará a bater com a fúria e convicção que sempre possuiu. Cada alegria será um abraço pronto para reconstruir cada pedaço do meu corpo e, um dia, quando o renascimento doloroso e lento tiver finalmente terminado, a essência do meu grito elevar-se-á das profundas e levar-me-á pela mão, em direcção à paz de espírito… a única casa que sempre quis."
quinta-feira, 5 de junho de 2008
I'm in the mood for... (1)
... eh pá... o que eu ando viciada nisto :D
Yeah Yeah Yeah
I love you
but I gotta stay true
my morals got me on my knees
I'm begging please stop playing games
I don't know what this is
but you got me good
just like you knew you would
I don't know what you do
but you do it well
I'm under your spell
You got me begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
why won't you release me
I said release me
Now you think that I
will be something on the side
but you got to understand
that I need a man
who can take my hand yes I do
I don't know what this is
but you got me good
just like you knew you would
I don't know what you do
but you do it well
I'm under your spell
You got me begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
why wont you release me
I said you'd better release yeah yeah yeah
I'm begging you for mercy
yes why won't you release me
I'm begging you for mercy
you got me begging
you got me begging
you got me begging
Mercy, why won't you release me
I'm begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
Why won't you release me yeah yeah
break it down
"Mercy" by Duffy
Yeah Yeah Yeah
I love you
but I gotta stay true
my morals got me on my knees
I'm begging please stop playing games
I don't know what this is
but you got me good
just like you knew you would
I don't know what you do
but you do it well
I'm under your spell
You got me begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
why won't you release me
I said release me
Now you think that I
will be something on the side
but you got to understand
that I need a man
who can take my hand yes I do
I don't know what this is
but you got me good
just like you knew you would
I don't know what you do
but you do it well
I'm under your spell
You got me begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
why wont you release me
I said you'd better release yeah yeah yeah
I'm begging you for mercy
yes why won't you release me
I'm begging you for mercy
you got me begging
you got me begging
you got me begging
Mercy, why won't you release me
I'm begging you for mercy
why won't you release me
you got me begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
Why won't you release me yeah yeah
break it down
"Mercy" by Duffy
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Saudade

Tenho saudade das férias de verão de 3 meses. Tenho saudade do cheiro da chuva. Tenho saudade do nervoso miudinho sempre que olhavas para mim. Tenho saudade das minhas calças à boca de sino. Tenho saudade do aconchego do abraço da minha avó. Tenho saudade do azul do céu às 10 da manhã. Tenho saudade da água do mar a arrepiar-me a barriga. Tenho saudade das tuas mãos a aquecerem-me a pele. Tenho saudade dos sonhos que sonhei.
Tenho saudade dos textos que escrevi e não publiquei. Tenho saudade de me estender ao sol na praia. Tenho saudade de ouvir as ondas levarem as minhas preces. Tenho saudade do cheiro do cigarro por acender. Tenho saudade das pastilhas de morango. Tenho saudade das gargalhadas dos meus amigos. Tenho saudade de me apaixonar. Tenho saudade do verde dos teus olhos. Tenho saudade de me deitar no campo a ver as estrelas. Tenho saudade das maratonas de cinema numa sala quase vazia. Tenho saudade das prendas que não te dei. Tenho saudade de ser derrotada pela chuva. Tenho saudade de todas as inúmeras primeiras vezes dos novos amantes.
Tenho saudade das cartas que me escreveste e rasguei. Tenho saudade de não chorar. Tenho saudade do futuro que pintei. Tenho saudade das palavras sábias do meu pai. Tenho saudade de todos os livros que não li. Tenho saudade do teu sorriso logo pela manhã. Tenho saudade do meu relógio carregado de horas sem fim. Tenho saudade dos longos banhos de imersão. Tenho saudade das conversas sem sentido no meio da rua. Tenho saudade do som dos sapatos sobre a terra. Tenho saudade do meu imaginário contrato vitalício com a felicidade. Tenho saudade de guardar no peito cada história tua. Tenho saudade do medo do escuro. Tenho saudade de descobrir música nova. Tenho saudade do interior da minha caixa de correio. Tenho saudade do cabelo que não cortei para te agradar.
Tenho saudade do apoio incondicional da minha mãe. Tenho saudade do toque do telemóvel. Tenho saudade de conhecer pessoas novas. Tenho saudade de ficar na cama o dia todo. Tenho saudade do reflexo do sol na água. Tenho saudade do vento no rosto. Tenho saudade do emprego ideal. Tenho saudade do cheiro do pão acabado de fazer. Tenho saudade do campo. Tenho saudade de beijos e carícias ardentes. Tenho saudade de quando a minha cadela cabia na palma da mão. Tenho saudade do sorriso de estranhos. Tenho saudade de passeios sem destino.
Tenho saudade de palavras de amor... Tenho saudade de não olhar para trás… Tenho saudade de não ter saudade… Tenho saudade… muita… de viver.
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