terça-feira, 13 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Nova oportunidade...
As batidas cardíacas são lentas e sem ritmo como uma brisa que deixa de soprar sem que notemos. O cansaço entranha-se por entre as fendas da alma e faz-nos esquecer de como se respira… de como se sonha… de como se vive… Cansaço das mesmas manhãs, tardes e noites… sempre os mesmos actores com guiões sem história… cenários aborrecidos e sem cor…
Subitamente o corpo quebra e a mente apaga-se... talvez já nada mais haja a dizer ou ninguém para ouvir… cada silêncio anula uma batida cardíaca… talvez mais não exista do que essa certeza de um caminho inaudível onde a paisagem não muda e nenhuma alma se cruza com a nossa… O silêncio tem destas coisas… A solidão tem destas coisas… O medo tem destas coisas… A indiferença tem destas coisas… A certeza vã tem destas coisas…
Quis forçar-me a acordar, a mudar o rumo do meu navio, mas o destino mantém-se o mesmo… terra de ninguém… nada desaparece… tudo se transforma… e aqui estou eu a meio do meu processo de transformação… talvez me misture de vez com o pano de fundo e cesse de existir por entre a poeira da estrada ou talvez me renove e renasça das chamas como uma fénix gloriosa na beleza da sua certeza de vida e da conquista de paz… talvez…
O cansaço permanece, mas se dantes era ininterrupto e castrador, hoje parece-me um pouco mais domado, viajando pelo meu corpo e alma em guinadas de dores paralisantes mas espaçadas… por entre cada espaço o ar parece circular e as palavras renascem num parto lento e doloroso… e aos poucos a brisa regressa pronta para ajudar a varrer o cansaço… e talvez depressa a brisa se transforme em vendaval e limpe a estrada de todo o entulho que não interessa guardar e o caminho surja um pouco mais leve e apetecível de percorrer… até lá…
P.S. – A todos aqueles que comentaram o meu último post, o meu muito obrigado pelo apoio… de coração :) … por enquanto o blog mantém-se… vamos ver até quando…
Subitamente o corpo quebra e a mente apaga-se... talvez já nada mais haja a dizer ou ninguém para ouvir… cada silêncio anula uma batida cardíaca… talvez mais não exista do que essa certeza de um caminho inaudível onde a paisagem não muda e nenhuma alma se cruza com a nossa… O silêncio tem destas coisas… A solidão tem destas coisas… O medo tem destas coisas… A indiferença tem destas coisas… A certeza vã tem destas coisas…
Quis forçar-me a acordar, a mudar o rumo do meu navio, mas o destino mantém-se o mesmo… terra de ninguém… nada desaparece… tudo se transforma… e aqui estou eu a meio do meu processo de transformação… talvez me misture de vez com o pano de fundo e cesse de existir por entre a poeira da estrada ou talvez me renove e renasça das chamas como uma fénix gloriosa na beleza da sua certeza de vida e da conquista de paz… talvez…
O cansaço permanece, mas se dantes era ininterrupto e castrador, hoje parece-me um pouco mais domado, viajando pelo meu corpo e alma em guinadas de dores paralisantes mas espaçadas… por entre cada espaço o ar parece circular e as palavras renascem num parto lento e doloroso… e aos poucos a brisa regressa pronta para ajudar a varrer o cansaço… e talvez depressa a brisa se transforme em vendaval e limpe a estrada de todo o entulho que não interessa guardar e o caminho surja um pouco mais leve e apetecível de percorrer… até lá…
P.S. – A todos aqueles que comentaram o meu último post, o meu muito obrigado pelo apoio… de coração :) … por enquanto o blog mantém-se… vamos ver até quando…
terça-feira, 8 de abril de 2008
The end?
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Poema do Homem Só
Sós,
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.
Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.
Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.
António Gedeão
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.
Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.
Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.
António Gedeão
terça-feira, 25 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Hoje sinto-me assim... parte 7
Oh, for the sake of momentum
I've allowed my fears to get larger than life
And it's brought me to my current agendum
Whereupon I deny fulfillment has yet to arrive
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
Oh, for the sake of momentum
Even though I agree with that stuff about seizing the day
But I hate to think of effort expended
All those minutes and days and hours I have frittered away
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
But I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
When I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
"Momentum"
Lyrics by Aimee Mann
I've allowed my fears to get larger than life
And it's brought me to my current agendum
Whereupon I deny fulfillment has yet to arrive
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
Oh, for the sake of momentum
Even though I agree with that stuff about seizing the day
But I hate to think of effort expended
All those minutes and days and hours I have frittered away
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
But I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
When I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
"Momentum"
Lyrics by Aimee Mann
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