sexta-feira, 4 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Poema do Homem Só
Sós,
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.
Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.
Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.
António Gedeão
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.
Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.
Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.
António Gedeão
terça-feira, 25 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Hoje sinto-me assim... parte 7
Oh, for the sake of momentum
I've allowed my fears to get larger than life
And it's brought me to my current agendum
Whereupon I deny fulfillment has yet to arrive
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
Oh, for the sake of momentum
Even though I agree with that stuff about seizing the day
But I hate to think of effort expended
All those minutes and days and hours I have frittered away
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
But I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
When I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
"Momentum"
Lyrics by Aimee Mann
I've allowed my fears to get larger than life
And it's brought me to my current agendum
Whereupon I deny fulfillment has yet to arrive
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
Oh, for the sake of momentum
Even though I agree with that stuff about seizing the day
But I hate to think of effort expended
All those minutes and days and hours I have frittered away
And I know life is getting shorter
I can't bring myself to set the scene
Even when it's approaching torture
I've got my routine
But I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
When I can't confront the doubts I have
I can't admit that maybe the past was bad
And so, for the sake of momentum
I'm condemning the future to death
So it can match the past
"Momentum"
Lyrics by Aimee Mann
terça-feira, 4 de março de 2008
O príncipio do fim do princípio...
"Perguntas-te… o que será o princípio do fim?... e o fim do princípio?... Sentes que conheces qualquer um destes pontos de partida, mas não te recordas como. Estradas perpendiculares em cujo cruzamento terás de tomar uma decisão. Caminhar para o fim ou para o princípio?Sentas-te no cruzamento e pensas na tua existência e no que fizeste dela. Apercebes-te que a morte que sentes dentro de ti é real. A imaginação abandonou o barco em que navegas há muito tempo e os sonhos passaram a ser preenchidos por pequenos conjuntos vazios.
Fechas os olhos com força e decalcas todos os passos que deste. E de súbito a verdade apresenta-se livre de todas as cortinas que teimavam em escondê-la. Tantas vezes olhaste naquela direcção e ela nunca se apresentou. Algures pelo caminho deixaste-te morrer. Ofereceste ao mundo que te rodeia a capacidade para te destruir. A tua falta de egoísmo coloca-te sempre em último lugar. A brisa fria e cruel da verdade faz-te abrir os olhos e mirar as estradas que podes percorrer. Começar de novo? Dar a caminhada por concluída? A capacidade que possuis para te levantar sempre que cais é superior àquilo que imaginavas, pois não foram os tropeções que deste que te destruíram. Mal ou bem sempre conseguiste sobreviver a tudo, até ao dia em que te apercebeste daquilo que te recusavas a ver. Não foi a morte de um ente querido que te matou. Não foi a traição que te matou. Não foi o amor não correspondido que te matou. Não foi a desilusão que te matou. Foi a indiferença que te cortou as asas e te mostrou que nunca soubeste voar. Sempre foste invisível. Passaste a ser confundível com o pano de fundo. Nunca desejaste destaque mas nunca esperaste tanto desprezo. A tua invisibilidade cegou-te e já não te vês. A amostra de vida que tiveste não passou de uma série de vislumbres que decidiste complementar com a tua imaginação. Vês o mundo através de uma janela porque desististe de bater à porta. Sobrevives na periferia da vida. Sabes que lá dentro nunca houve lugar para ti.
Ninguém vê. Partiste os espelhos à tua volta e enterraste com eles toda e qualquer vaidade. Castigas o corpo desejando intimamente que ele sucumba ao cansaço. Acordas de manhã sabendo que se desaparecesses naquele momento ninguém notaria. Arrastas-te para o trabalho mesmo que não te apeteça ver ninguém, porque o teu senso de responsabilidade injecta-te com a força que te obriga a mexer. Ao fim do dia gatinhas até casa. Pelo caminho escondes os olhos com livros e os ouvidos com música. Preferes ignorar o que te rodeia do que constatar mais uma vez que o que te rodeia te ignora. O mundo esqueceu-se de te colocar na sua engrenagem e tu já não queres aprender. Deixaste de esperar coisa alguma. Limitas-te a riscar os dias no calendário como quem faz palavras cruzadas.
Perdeste as armas para combater a solidão. Ela sempre lá esteve, corroendo-te as defesas, mesmo quando te recusavas a vê-la. Hoje em dia já não te consegues separar dela. Faz parte de ti. Já não consegues disfarçar a forma como te corrói a alma. Não respiras sem o seu consentimento.
Em criança quiseste mudar o mundo. Cresceste com a convicção de que tinhas algo para lhe oferecer. No fundo, pouco lhe deste… e nada mudou… O mundo não sabe que existes. Sempre preferiste os caminhos pouco iluminados. Limitaste-te a caminhar pela estrada que te pareceu melhor na altura. Não questionas as tuas escolhas, apenas esperas que deixem de te sufocar. Aprendes a viver com a dor e deixas de a combater. Já sabes reconhecer as causas perdidas e todos os seus vencidos anunciados e vencedores sem categoria.
Olhas à volta. Sabes a resposta ao dilema. No fundo sempre soubeste onde a tua caminhada te levaria… houve lições que aprendeste cedo demais e se ainda hoje repetes erros é porque gostas do sabor do sangue quando cais no chão pedregoso e sujo que resolveste trilhar… o caminho é sempre o mesmo… e cansa percorrê-lo… até lá há sempre o princípio do fim do princípio… e a escolha de um ponto de chegada…"
“Sinto-me tão isolado que sinto a distância entre mim e o meu fato.”
Bernardo Soares
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Músicas de outros tempos...
Pois é, fui desafiada ;)… O jnavarro lançou-me o desafio de partilhar as músicas que me acompanharam na infância e adolescência. Ui… tarefa difícil… parece ter sido há tanto tempo que tive quase de recorrer a uma sessão de hipnose.
Estranhamente, quando era miúda não era grande fã de música. Como não conhecia as bandas, limitava-me a ouvir aquilo que passava pela rádio ou tinha de “gramar” com as escolhas musicais da famelga. O que eu ouvi de Roberto Carlos e Neil Diamond! Credo… é só pensar neles que me começo logo a coçar. Quando reclamava, o meu pai punha a tocar um disco do qual não me recordo o nome nem o artista, mas que continha uma “música” composta apenas pelo barulho de chuva e trovoadas… eu e o meu primo tínhamos tanto medo daquilo que começávamos logo aos berros, ele chorava no colo da mãe, eu punha-me aos pontapés às colunas :D
Curiosamente, nunca fui muito ligada a músicas infantis. As únicas que me lembro de ter tido pertenciam a uma colecção da Disney que saía todos os meses. Eram uns livrinhos com histórias que vinham acompanhados de umas cassetes com músicas sobre as histórias. Não me recordo do nome da colecção, mas lembro-me que as cassetes eram verdes.
Assim sendo, quando penso na minha infância, não penso propriamente em bandas ou músicas de que gostasse, lembro-me apenas das músicas que se oiço hoje em dia, me transportam para aquele tempo. Entre vários, vem-me à cabeça The Wall dos Pink Floyd (que tinha de ser ouvida ao berros ou não teria o mesmo impacto hehe!), Final Countdown dos Europa, Take on Me dos A-Ha (pausa para o vómito), Thriller do Michael Jackson (talvez a única música de jeito que este tipo fez), Não há Estrelas no Céu do Rui Veloso, Wild Boys dos Duran Duran, Playback do Carlos Paião, A Casinha dos Xutos e Pontapés, Heart of Glass dos Blondie… and so on and so on…
Mas a minha vida mudou no dia em que uma amiga me emprestou um álbum dos Queen… o resto é fácil de adivinhar… apaixonei-me para sempre… os Queen ensinaram-me a ouvir música. Ainda hoje são uma referência para mim, o tempo passa e as músicas continuam tão frescas como no primeiro dia.
Com a adolescência vieram novos horizontes. A banda sonora daqueles tempos é composta para além dos Queen, pelos Bon Jovi (eu era completamente taradinha pelo Jon Bon Jovi lol), os U2, os Nirvana, os Xutos e Pontapés, os Metallica (se não ouvisse levava porrada lol), os Smashing Pumpkins, Alanis Morissette (o álbum Jagged Little Pill era o meu grito de guerra) e gostava imenso da estranheza das músicas dos Enigma (não sei porquê, mas achava aquelas músicas extremamente sexy lol). Mais tarde vieram os Oasis, Garbage, Aerosmith, Jewel (o álbum Spirit tocou até descarnar), Paula Cole, Diana Krall…
Apesar de ouvir músicas e bandas relativamente convencionais, lembro-me que já naquela altura gostava de descobrir sonoridades que estivessem um pouco longe das modas daqueles dias. Sem ter a quem recorrer, fazia a minha pesquisa através de filmes. Comprei cds e cds de bandas sonoras e foi assim que descobri The Doors, Them, The Cure, James Brown, Pavarotti, os fabulosos Radiohead, Michael Nyman e até mesmo Beethoven LOL… E seria através de um filme que eu seria “apresentada” a uma das minhas cantoras favoritas, Nina Simone. Ainda hoje recordo a sensação de ouvir Wild is the Wind pela primeira vez. Aquele poder visceral sempre mexeu comigo.
Enfim, escolhas boas, más e péssimas lol, mas foram as escolhas que me permitiram gostar daquilo que gosto hoje. E é melhor parar por aqui, senão daqui a pouco lembro-me de mais alguma música e não saio daqui… ai que está-me a vir à cabeça A Lambada… ai que horror!!!
Pensei em passar este desafio mas desisti da ideia. Há que ser realista, tenho poucos visitantes e ainda menos comentadores e visto que metade já foi desafiada e a outra metade não liga muito a estes desafios, deixo à escolha de cada um partilhar ou não a sua experiência…:)
E porque falamos de memórias, não resisto a deixar aqui um vídeo que me relembra aqueles dias em que o sol brilhava e a esperança era um prato cheio.
Estranhamente, quando era miúda não era grande fã de música. Como não conhecia as bandas, limitava-me a ouvir aquilo que passava pela rádio ou tinha de “gramar” com as escolhas musicais da famelga. O que eu ouvi de Roberto Carlos e Neil Diamond! Credo… é só pensar neles que me começo logo a coçar. Quando reclamava, o meu pai punha a tocar um disco do qual não me recordo o nome nem o artista, mas que continha uma “música” composta apenas pelo barulho de chuva e trovoadas… eu e o meu primo tínhamos tanto medo daquilo que começávamos logo aos berros, ele chorava no colo da mãe, eu punha-me aos pontapés às colunas :D
Curiosamente, nunca fui muito ligada a músicas infantis. As únicas que me lembro de ter tido pertenciam a uma colecção da Disney que saía todos os meses. Eram uns livrinhos com histórias que vinham acompanhados de umas cassetes com músicas sobre as histórias. Não me recordo do nome da colecção, mas lembro-me que as cassetes eram verdes.
Assim sendo, quando penso na minha infância, não penso propriamente em bandas ou músicas de que gostasse, lembro-me apenas das músicas que se oiço hoje em dia, me transportam para aquele tempo. Entre vários, vem-me à cabeça The Wall dos Pink Floyd (que tinha de ser ouvida ao berros ou não teria o mesmo impacto hehe!), Final Countdown dos Europa, Take on Me dos A-Ha (pausa para o vómito), Thriller do Michael Jackson (talvez a única música de jeito que este tipo fez), Não há Estrelas no Céu do Rui Veloso, Wild Boys dos Duran Duran, Playback do Carlos Paião, A Casinha dos Xutos e Pontapés, Heart of Glass dos Blondie… and so on and so on…
Mas a minha vida mudou no dia em que uma amiga me emprestou um álbum dos Queen… o resto é fácil de adivinhar… apaixonei-me para sempre… os Queen ensinaram-me a ouvir música. Ainda hoje são uma referência para mim, o tempo passa e as músicas continuam tão frescas como no primeiro dia.
Com a adolescência vieram novos horizontes. A banda sonora daqueles tempos é composta para além dos Queen, pelos Bon Jovi (eu era completamente taradinha pelo Jon Bon Jovi lol), os U2, os Nirvana, os Xutos e Pontapés, os Metallica (se não ouvisse levava porrada lol), os Smashing Pumpkins, Alanis Morissette (o álbum Jagged Little Pill era o meu grito de guerra) e gostava imenso da estranheza das músicas dos Enigma (não sei porquê, mas achava aquelas músicas extremamente sexy lol). Mais tarde vieram os Oasis, Garbage, Aerosmith, Jewel (o álbum Spirit tocou até descarnar), Paula Cole, Diana Krall…
Apesar de ouvir músicas e bandas relativamente convencionais, lembro-me que já naquela altura gostava de descobrir sonoridades que estivessem um pouco longe das modas daqueles dias. Sem ter a quem recorrer, fazia a minha pesquisa através de filmes. Comprei cds e cds de bandas sonoras e foi assim que descobri The Doors, Them, The Cure, James Brown, Pavarotti, os fabulosos Radiohead, Michael Nyman e até mesmo Beethoven LOL… E seria através de um filme que eu seria “apresentada” a uma das minhas cantoras favoritas, Nina Simone. Ainda hoje recordo a sensação de ouvir Wild is the Wind pela primeira vez. Aquele poder visceral sempre mexeu comigo.
Enfim, escolhas boas, más e péssimas lol, mas foram as escolhas que me permitiram gostar daquilo que gosto hoje. E é melhor parar por aqui, senão daqui a pouco lembro-me de mais alguma música e não saio daqui… ai que está-me a vir à cabeça A Lambada… ai que horror!!!
Pensei em passar este desafio mas desisti da ideia. Há que ser realista, tenho poucos visitantes e ainda menos comentadores e visto que metade já foi desafiada e a outra metade não liga muito a estes desafios, deixo à escolha de cada um partilhar ou não a sua experiência…:)
E porque falamos de memórias, não resisto a deixar aqui um vídeo que me relembra aqueles dias em que o sol brilhava e a esperança era um prato cheio.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Hoje sinto-me assim... parte 6
Are you missing something?
Looking for something?
Tired of everything
Searching and struggling
Are you worried about it?
Do you wanna talk about it?
Oh, you're gonna get it right some time
There's so much to be scared of
And not much to make sense of
Are you running in a circle?
You can't be too careful
And you can't relate it
'Cos it's complicated
Oh, you're gonna get it right some time
You're gonna get it right some time
It's how you see the world
How many times can you see?
You can't believe what you learn
It's how you see the world
Don't you worry yourself
You're not gonna get hurt
Oooohhhhh...
Is there something missing?
There's nobody listening
Are you scared of what you don't know?
Don't wanna end up on your own?
You need conversation
And information
Ohhhhhhhhh...
Gonna get it right sometimes
You just wanna get it right sometimes
It's how you see the world
How many times have you heard?
You can't believe a word
It's how you see the world
Don't you worry yourself
'Cos nobody can learn
Oooooh
Oooooh
Ooooooooh
That's how you see the world
That's how you see the world
"How You See the World"
Lyrics by Coldplay
Looking for something?
Tired of everything
Searching and struggling
Are you worried about it?
Do you wanna talk about it?
Oh, you're gonna get it right some time
There's so much to be scared of
And not much to make sense of
Are you running in a circle?
You can't be too careful
And you can't relate it
'Cos it's complicated
Oh, you're gonna get it right some time
You're gonna get it right some time
It's how you see the world
How many times can you see?
You can't believe what you learn
It's how you see the world
Don't you worry yourself
You're not gonna get hurt
Oooohhhhh...
Is there something missing?
There's nobody listening
Are you scared of what you don't know?
Don't wanna end up on your own?
You need conversation
And information
Ohhhhhhhhh...
Gonna get it right sometimes
You just wanna get it right sometimes
It's how you see the world
How many times have you heard?
You can't believe a word
It's how you see the world
Don't you worry yourself
'Cos nobody can learn
Oooooh
Oooooh
Ooooooooh
That's how you see the world
That's how you see the world
"How You See the World"
Lyrics by Coldplay
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